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Polícia Federal: Eduardo Bolsonaro defende contratação de Agentes Administrativos

O Deputado Federal, Eduardo Bolsonaro, publicou nessa quinta-feira, 11, em seu Twitter, um pedido por mais contratações de Agentes Administrativos para compor o quadro de servidores da Polícia Federal.

Segundo o deputado, é urgente a necessidade de ampliação no efetivo da PF, pois policias acabam não exercendo seu trabalho para cobrir outras funções.

Eduardo Bolsonaro é Policial Federal e completa a sua publicação afirmando que Agentes Administrativos, excedentes de concursos ou futuros concursos são bem-vindos na PF. E completa que a Polícia Federal é essencial no combate a corrupção!

Confira a publicação do Twitter e do Jornal Econômico abaixo:

O concurso para o cargo de Agente Administrativo da Polícia Federal é um dos mais aguardados. De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), existem 5.300 cargos vagos para Agente Administrativo.

Segundo Luiz Boudens, presidente da Fenapef, até o final de abril o estudo completo com os dados de déficit da área de apoio deverá ser concluído e entregue à Polícia Federal. O objetivo da federação é que a PF solicite um novo concurso para servidores administrativos ao Ministério da Economia.

Último Concurso PF – Agente Administrativo

O último concurso para Agente Administrativo da Polícia Federal foi realizado em 2013 com oferta 534 vagas, e teve como organizador o Cebraspe (antigo Cespe/UnB).

O cargo de Agente Administrativo exige nível médio completo, com remuneração de R$ 5.204,16 (referente ao ano de 2017) e jornada de 40 horas semanais.

Atribuições do cargo: realização de atividades de nível médio, de grande complexidade, envolvendo a apresentação de solução para situações novas, a necessidade de constantes contatos com autoridades de média hierarquia, com técnicos de nível superior e/ou contatos eventuais com autoridades de alta hierarquia e abrangendo planejamento em grau auxiliar e pesquisas preliminares realizadas sob supervisão indireta, predominantemente técnico, visando à implementação das leis, regulamentos e normas referente à administração geral e específica;

Supervisão dos trabalhos que envolvam a aplicação das técnicas de pessoal, orçamento, organização, métodos e materiais executados por equipes auxiliares, chefia de secretarias de unidades da mais alta linha divisional da organização.

A validade do concurso inicial era até 2016, mas o certame foi prorrogado até junho de 2018 e convocou mais de 700 aprovados.

As vagas foram distribuídas conforme o quadro abaixo:

As provas foram compostas com 120 questões, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos, de caráter eliminatório e classificatório, onde cada item foi julgado como ‘certo’ ou ‘errado’. Os candidatos não realizaram prova discursiva nem teste de aptidão física.

O conteúdo programático foi composto pelas seguintes disciplinas:

Conhecimentos Gerais (50 questões): Português; Noções de Informática; Raciocínio Lógico; Atualidades; Noções de Direito Administrativo; e, Noções de Direito Constitucional.

Conhecimentos Específicos (70 questões): Noções de Administração Pública; Noções de Administração Financeira e Orçamentária; Noções de Gestão de Pessoas nas Organizações; Noções de Arquivologia; Noções de Administração de Recursos Materiais; e Legislação Aplicada à Polícia Federal.

Polícia Federal tem mais de 4 mil cargos vagos

A Polícia Federal sofre com um grande déficit em seu quadro de pessoal. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), estão em falta 4.330 servidores.

A corporação luta junto ao Ministério da Justiça para aprovar orçamento e chamar mil novos policiais. No entanto, não resolveria o problema da corporação em relação a falta de servidores, sendo a melhor solução a realização de um novo concurso público.

Dos mais de 4 mil cargos vagos, a maior demanda é para a carreira de agente. O déficit é de 2.425 profissionais para o cargo que costuma ter a maior procura por exigir apenas o nível superior em qualquer área de formação.

Já os cargos de escrivão e delegado também apresentam um grande déficit. A carreira de escrivão necessita de 970 servidores para repor a carência, enquanto para o cargo de delegado o número chega a 680 cargos vagos.

As carreiras de perito e papiloscopista também sofrem com a falta de servidores. São ao todo 130 cargos vagos para perito e 125 para papiloscopista. Sendo assim, nem as 500 vagas previstas em edital, tampouco a chamada de uma nova turma será capaz de suprir todo o déficit da corporação.

Número de cargos vagos e quantidade de vagas do último edital:

Tabela comparativa sobre o número de cargos vagos e quantidade de vagas em relação ao último edital da PF

Concurso PF terá mais de uma turma de aprovados

Além das 500 vagas previstas em edital, a Polícia Federal deverá chamar mais uma turma de aprovados e somar mil convocados nessa seleção. A informação foi passada pelo presidente da ADPF, Edvandir Paiva, e confirmada pelo vice-presidente, Luciano Leiro.

Segundo Luciano Leiro, as tratativas junto ao Governo Federal, para que essa medida seja concretizada, está caminhando em passos largos. Havia uma indecisão se a melhor alternativa seria chamar mais aprovados e formar duas turmas com 500 candidatos cada ou realizar um novo concurso.

Sobre o impasse, Luciano acredita que o governo e o Ministério da Justiça já chegaram a um consenso, segundo foi passado pela própria PF, embora ainda não haja uma confirmação oficial.

“Havia uma dúvida se a intenção seria abrir um novo concurso ou aproveitar os excedentes. O que nos foi passado é que essa decisão (em vez de fazer um novo concurso chamar os excedentes) já teria sido tomada”, relatou o vice-presidente da associação.

De acordo com o vice-presidente da ADPF, mesmo com a decisão eles ainda lutarão para que um novo concurso possa ser realizado. A Associação entende a necessidade e reconhece que apenas mil vagas não serão suficientes para suprir o déficit de servidores da PF.

Sobre o último concurso PF

O edital do último concurso da PF (que ainda está em andamento) foi publicado em junho de 2018 com a oferta prevista de 500 vagas. Os cinco cargos em disputa exigem nível superior, sendo apenas os cargos de escrivão e agente para qualquer área de formação e os demais em específicas.

Ao todo foram mais de 147 mil inscritos, sendo a maior procura para a carreira de agente. Desses todos foram convocados para as provas, mas cerca de 35 mil candidatos não compareceram ao exame objetivo e foram eliminados do concurso.

Em resumo, a seleção foi composta por diversas etapas: Prova objetiva; Discursiva; Exame de aptidão física; Prova oral (para o cargo de delegado); Avaliação médica; Psicológica; de Títulos (para delegado e perito); Prova prática de digitação (somente para escrivão); Investigação social; e, Curso de formação.

A maioria das fases foram realizadas em todas as capitais, além do Distrito Federal. Os aprovados serão pelo regime estatutário, que assegura a estabilidade.

PF pretende chamar mais de mil policiais aprovados e abrir novo concurso

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, declarou na última sexta-feira, 15, que a PF trabalha junto ao Ministério da Justiça para aprovar orçamento e chamar mil novos policias.

Além disso, o presidente afirmou que a Associação luta para que seja realizado um novo concurso o mais breve possível com o objetivo de preencher as 3.500 vagas abertas na PF.

De acordo com Paiva, os mil PF´s seriam convocados em duas turmas. Uma em junho deste ano e outra no primeiro semestre de 2020.

“Estamos cada vez mais próximos de convocar mil novos policiais para engrossar as fileiras da nossa instituição. […] Isso significaria o preenchimento de mil, das 4.500 vagas que estão abertas. Paralelamente continuaremos lutando pela realização – no mais breve espaço de tempo possível – de um novo concurso para preenchimento das vagas restantes”, declarou Edvandir Paiva, presidente da ADPF.

Concurso PF: Divulga resultado da avaliação médica

O concurso PF já está nas últimas etapas. Na última terça-feira, dia 12, foi divulgado o resultado provisório da avaliação médica. O prazo para recursos estará aberto entre 9h do 22 de fevereiro e 18h do dia 23 do mesmo mês.

O resultado final do concurso será divulgado em 8 de março, junto com a convocação para as perícias médicas dos candidatos que se autodeclaram deficientes. Essas serão realizadas no dia 16 e no dia 17 será feita a avaliação psicológica de todos os cargos.

Os classificados serão convocados para as duas últimas etapas: avaliação de títulos (classificatória) e o curso de formação. O concurso PF oferece um total de 500 vagas:

  • Agente – 180 vagas e R$ 12.441,26
  • Delegado – 150 vagas e R$ 23.130,48
  • Escrivão – 80 vagas e R$ 12.441,26
  • Perito – 60 vagas e R$ 23.130,48
  • Papiloscopista – 30 vagas e R$ 12.441,26

A seleção reuniu mais de 147 mil inscritos, sendo a maior procura para carreira de agente. No entanto, quase 35 mil não compareceram ao exame objetivo e foram eliminados. Os concorrentes são avaliados por meio de diversas etapas. Os selecionados vão ser contratados pelo regime estatutário, que assegura a estabilidade.